Eu
vim dizer que gosto pra caramba de você. Que o teu jeito me toca e me encanta. E
que com certeza, eu já te disse isso de maneiras tantas que nos dedos não dá
mais pra contar. Venho lembrar também que se eu disse, pode acreditar! Porque
eu não saio por aí distribuindo elogios, não. Eu na verdade guardo muito no
peito e não raro isso repercute na língua.
domingo, 25 de junho de 2017
Questions
Enquanto humanos não é raro que erremos.
Alguns de nós fazem do erro o norte e assim caminham, crescem, deixam florir.
Mas há quem sinta, sinta o tropeço e se prenda nele. Não é que estes não
aprendam com a falha, mas é sempre muito dolorido deixar sarar. E assim caminha
a humanidade, cheia de nós, cheia de gente e imperfeições ambulantes.
No meio de tudo isso, eu me pergunto tanto! Não posso deixar passar. Eu preciso saciar a minha mente para acalmar o meu coração. E há muito que não faz sentido e assim permanece ao longo dos anos. Nem tudo na vida a gente tem que entender, mas por quê?
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Desintegrar
Vem
feito trem desgovernado, anunciado pelo salivar. A gente só sabe que tem que
ir, qual o fim, mas nem sempre o porquê. Foi assim que eu comecei o meu
desintegrar.
Repetidas vezes eu deixei minha vida escapar pelos lábios. Tantas, que o ato de escape já me parecia tal qual bocejar. Comecei a encarar com certa naturalidade deixar que tudo que ingeri se desfizesse ali, bem em frente a mim, a um palmo do salivar.
domingo, 21 de maio de 2017
As pretinhas precisam saber que são lindas.
Eu
sou de uma época não muito distante em que cabelo crespo era chamado de “cabelo
duro, cabelo ruim, fedorento, uma palha” e derivados. As minhas bonecas eram
todas loiras e dos olhos azuis. As atrizes da televisão também eram assim (e
ainda são!), em sua maioria. O meu padrão não era veiculado, sabe?
Eu
não estava representada nos meios de entretenimento e se eu estava, com certeza
era sob nuances emergentes, de pobreza ou de miséria. Havia sempre um
sofrimento relacionado ao preto. Uma dificuldade.
domingo, 2 de abril de 2017
Who cares, anyway?
Ser bem articulado, ter boa
armadura e maturidade não é sinônimo de vida tranquila. Tem resposta que a
gente guarda num cantinho inóspito de nós mesmos e no desespero, a gente vai
deixando as preocupações turvarem a visão, tanto que alguém precisa pegar a
lanterna e apontar pra a gente a solução.
Decerto, a clareza não vem pra
todos. Mas até o mais atento dos homens pode sofrer por dispersão. No fim do
dia, todo mundo se precisa um pouco. Empatia é o que falta, dizem no sermão.
Interesses
É
tão frágil a atenção nos dias de hoje. Ela tem prazo de validade, dose certa,
palavras comedidas e prescrição exata. Você sabe, a minha dedicação termina
onde meu interesse acaba.
Há
um ego faminto que precisa ser bajulado pelos meus amigos. Se não, pra quê mais
se rodear de gente? Eu preciso vender, parecer, atrair e nada mais. E não
importa quem feriu ou ficará ferido, contanto que eu pareça feliz no final.
Contanto que eu caiba na minha caixa social. Aquele perfil que eu vendi.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Controle
A
gente tá entre os enquadros de Adriana e a sonífera ilha de Titãs. No caminho,
eu te puxei pelo rádio e segui sua trilha. Eu te queria sozinho, como queria.
Eu te cantava meus versos de amor, eu te escrevia poemas abandonada no quarto.
Eu te segui com os olhos, eu deslizei o dedo no touch e me senti traída. Eu gravei uns áudios e te culpei. Eu
gritei.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Avessa
Oi,
estranhx. Vim dizer que não vou me explicar, nem fugir da responsabilidade.
Tudo que eu disse é verdade e você sabe. Tudo que eu senti, eu pus pra fora. Eu
não vou remoer isso não. Tem gente demais pra me chamar de louca. Tem gente de
menos querendo assumir sua parcela de culpa. Tem multidões achando que quero
pertencer. Ninguém sabe os passos que trilhei, as portas que eu fechei e
quantos “adeus” eu terei que dar. Só eu. Eu só.
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